12 / Mai2009

Devaneios sobre o luxo…

 O luxo foi democratizado e massificado por causa da criação dos conglomerados de moda. O que ajudou bastante e estimulou o crescimento  foi a grande circulação de dinheiro no mundo, desde os anos 90. No fim do ultimo semestre do ano passado, a realidade bateu à nossa porta: a crise chegou e abalou todos os mercados, inclusive e principalmente os de bens de luxo. Parou-se para refletir sobre toda aquela loucura consumista.

Agora todos se perguntam: o que vai ser do mercado de luxo, será que ele irá resistir ? Relatórios de consultorias francesas já admitem perdas significativas. O maior conglomerado  do mundo, o grupo LVMH, já obteve perdas de 7% no lucro desde o início deste ano. De acordo com estas consultorias, os consumidores estão mais tímidos, inseguros e pensam bastante antes de adquirir um produto. Com tanta gente passando fome; miséria, desemprego, pobreza, qual é a graça de termos tantos luxos, com tanto sofrimento ao nosso lado?

 Mesmo os muito ricos, mudaram sua maneira de agir. Afinal, no consciente coletivo, a palavra da ordem é : simplicidade, chega de ostentaçâo. O consumo consciente é a nova tendência mundial. Por isto, peças mais clássicas, que tem maior durabilidade, cores neutras, como vimos em quase todos os desfiles internacionais, como o preto, e a austeridade chique está tomando conta desta “nova era” .

Mais qual será a saída? Acho que as pessoas ainda irão consumir, mas ficarão, alias, já estão ficando mais exigentes; a qualidade, durabilidade e a perecividade irão fazer diferença na hora da escolha. Outra coisa que fará a diferença será o quanto o produto é ecologicamente correto, se ajuda alguma ONG, instituição, afinal se contribui para um mundo melhor. Uma percepção positiva com o coletivo fará toda a diferença.

As empresas que produzem na China, e que exploram o material humano irão se sentir abaladas, afinal, o consumidor vai ter mais empatia com aquela que  valoriza o agente social. Marcas que não tem uma percepção positiva, também vão ter que mudar as direções. E acima de tudo, cada vez mais  as empresas terão que criar produtos que sejam mais acessíveis para o consumo de massa e produtos extremamente exclusivos para aqueles que querem se diferenciar, e podem pagam por isto. Sinal dos novos tempos!

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